Featured Posts

Epilepsia de Lobo Temporal





A Epilepsia de Lobo Temporal é uma das síndromes epilépticas mais comuns no adulto, embora o início das crises frequentemente ocorra na infância. O uso adequado da medicação antiepiléptica e acompanhamento próximo com o médico neurologista costuma levar ao controle total de crises em um grande número dos pacientes. Apesar disso, algumas pessoas com Epilepsia de Lobo Temporal, continuam tendo crises epilépticas com um impacto significativo sobre a sua qualidade de vida e rendimento em atividades do dia-a-dia. Estes pacientes, que são refratários ao tratamento farmacológico, podem ser candidatos à cirurgia para a epilepsia.

Pacientes com este tipo de epilepsia costumam se queixar de dificuldades importantes de memorizar novas informações, lembrar das datas e horários de seus compromissos, sentem dificuldades em encontrar palavras no meio de suas falas e em construir discursos complexos. Outras queixas um pouco menos frequentes, mas que podem ocorrer nestes pacientes é uma dificuldade maior de concentração, organização, planejamento e auto-monitorização. Estas habilidades cognitivas são necessárias para a realização de diversas atividades diárias. O prejuízo nestas habilidades pode ter um impacto relevante na sua adaptação social e familiar, rendimento escolar e profissional e mesmo em atividades de lazer.

O diagnóstico de depressão é frequente nestes pacientes e acredita-se que estejam relacionados com o funcionamento cerebral anormal que é responsável pelas crises epilépticas. Atualmente não se acredita mais que sejam um mecanismo de reação pessoal (emocional) às consequências adversas das crises epilépticas, mas sim um quadro que ocorre em paralelo à epilepsia. Um subgrupo destes pacientes terá uma apresentação do quadro de humor particular, com queixas de uma maior irritabilidade, impulsividade, agressividade e dificuldades de conter explosões.

Existe uma associação direta entre a presença de crises epilépticas frequentes e o uso de mais de um fármaco anti-epiléptico em alta dosagem com um pior funcionamento cognitivo, o que enfatiza a importância de considerar a possibilidade de uma intervenção cirúrgica em casos de Epilepsia de Lobo Temporal refratária. Esta investigação pode incluir uma série de exames complementares aos tradicionais eletroencefalograma e ressonância magnética de rotina tais como o vídeo-eletroencefalograma, avaliação neuropsicológica e exames de neuroimagem complementares.


Recent Posts